Quarta-feira, dia 26 de maio, teve palestra do ciclo De Bem com a Moda, com
Então vamos parar de enrolação que assunto é o que não falta! ;D
Alice no País da Cidade Maravilhosa
Esse foi o tema da palestra do mês que a Paula planejou pra gente. A overdose de informação e de "Alices" por toda a parte, desde (muito) antes do lançamento do filme de Tim Burton, atraiu o interesse de muita gente. Desde debates metafísicos (haha) sobre a história a acessórios, roupas e joias exclusivas sobre o tema. É Alice pra todos os gostos e tamanhos. A moda, lógico, não ficou de fora dessa e está presente desde os figurinos do filme (escolhidos estrategicamente e super significativos) até a estampa cansativa de ícones do alicismo em tudo o que se pode imaginar.
Como em todo encontro, Paula fez o link do tema a partir do nosso cotidiano: Em uma das edições do Rio Show, a matéria de capa "Alice na cidade das maravilhas" apresenta um guia de locais na cidade do Rio onde a personagem se sentiria em casa, no mundo das maravilhas. "Alice é uma figura jovem, como a carioca", define. Outra ponte que a palestrante estabelece é entre o personagem Chapeleiro Maluco, que para ela é no filme o elo fundamental entre Alice e o mundo exterior, com o trabalho meticuloso de um chapeleiro de verdade. Para isso, Paula convidou o artista (não tem adjetivo melhor, gente!) Denis Linhares, que possui uma chapelaria em Copacabana, para falar sobre o trabalho dele. (Daqui a pouco conto mais detalhes sobre o convidado!)
Paula também chamou atenção para o fato de a Disney querer revitalizar os clássicos, embora tenha a consciência de que as coisas mudaram. Hoje, ela precisa conquistar a tal "Geração Y". A Alice de Tim Burton representa bastante essa nova geração. Ela não é mais aquela menininha da adaptação Disney dos livros de Lewis Caroll. É agora uma jovem, de 19 anos. Se formos contextualizar, até o buraco onde Alice cai pode corresponder à internet, às redes sociais. "Ela faz o networking dela ali, vai conhecendo todo o tipo de gente naquele mundo louco. São pessoas com problemas como agitação, pressa, insegurança - como todos nós", disse Paula.
- Alice é um filme delicado, uma ode à personalidade humana - acredita. De acordo com a professora, até o nome Alice é emblemático nas obras cinematográficas e, em geral, permeia um sentido de mudança, de transformação e busca. Exemplo de Alice no cinema: Alice Ayres Nathalie Portman em Closer. (tem mais gente. Lembramos de várias na palestra, mas eu não consegui anotar todas e minha memória é péssima...hahaha. Se vocês se esforçarem, aposto que se lembrarão de um monte de outras Alices e tantas outras versões do clássico de Caroll...).

Quanto ao figurino, a referência elisabetana (sec XV, XVI) é bastante forte. Nota para o nome da rainha vermelha, Iracebeth (

Já Mia Wasikowska usou 7 looks diferentes para interpretar Alice (Não vou mostrar pra não fazer spoiler de todos, né? Quem quiser ver, joga no Google! =]). O primeiro é bem vitoriano, embora ela não use espartilho e deixe os pés à mostra, o que não era comum para moças da época. O vestido é azul, cor que representa a personagem, e tem bordados na barra - remetendo a uma atmosfera ainda infantil. O segundo vestido é feito com o tecido da combinação, mais fluido, cheio de babados, com toda uma influência contemporânea, pré-rafaelita. De acordo com Paula, poderia muito bem ser um Stella McCartney! Já o terceiro ela usa quando chega à corte da Rainha Vermelha. É todo estruturado, de cores quentes. É um momento de afirmação para Alice e, por ser usado em um palácio, tem toda aquela pompa da alta costura, podendo ser um Galliano ou McQueen. O quarto look é uma túnica branca de influência indiana (quem leu "Esta Noita a Liberdade"? A Índia foi colonizada por ingleses durante muito tempo!), relacionada a um período de descoberta da personagem. Depois, vem a armadura que ela usa durante a batalha e, por fim, de volta aos tons azulados, uma roupa mais adulta, menos montada, que já corresponde ao declínio dessa pompa vitoriana, com menos volume e mais praticidade.
A partir desses looks da new Alice, já deu pra sentir a influência que vamos ter no mundinho fashion e nas passarelas! Mia Wasikowska inclusive já apareceu na Teen Vogue (com os cabelos já adoravelmente curtíssimos!) em um vestido drapeado, "neo-balonê", com volume e cintura marcada, bastante feminino e naquele azul-alice (que a gente ama!) em um cenário superflorido! Essas tendencinhas, misturadas a todas as outras referências do filme - um misto de tudo que é lúdico, surreal, onírico, orgânico, adoravelmente assustador e ao mesmo tempo tão bonito quanto estranho - já podem ser vistas nos editoriais, desfiles e apostas das marcas para as novas coleções que estão chegando aí! É só dar uma olhada nas coleções doces e oníricas, inspiradas no céu, da Maria Filó, apresentada no Fashion Business, e da Cantão, no Fashion Rio. Outras marcas, como Ellus e H Stern, tem inclusive produtos licenciados pela Disney para uso da marca Alice.
Antes de chamar o convidado para o bate-papo, Paula fez uma brincadeira correspondendo cada personagem do filme a um figurão do mundo da moda! Eu me diverti horrores com essa correspondência! Veja se você concorda:

Alice - Gwyneth Paltrow
Chapeleiro Maluco - John Galliano
Rainha Branca - Donatella Versace
Rainha Vermelha - Vivienne Westwood
Tweedledum e Tweedledee - Jean Paul Gautier
Gato - Karl Lagerfeld
Coelho branco - Mc Queen
"Qualquer um pode ir à cavalo ou de trem. Mas o melhor jeito de se viajar é de chapéu"
Com essa frase do filme, que de uma maneira tão bonita valoriza as ideias e o nosso conhecimento, Paula convidou Denis Linhares para compartilhar suas experiências como chapeleiro. Ele contou que sua a carreira começou na extinta TV Manchete, como figurinista, produzindo chapéus cênicos, e que a dedicação dele à chapelaria começou há dez anos, quando em um desfile, as pessoas se interessaram muito mais pelo acessório do que pelas roupas.
Segundo ele, a chapelaria é uma arte enraizada na cultura britânica e, como tal, constitui uma tradição. Os chapéus e cartolas produzidos por ele são costurados à mão e são usados principalmente materiais como algodão e linho. Uma cartola pode demorar de 8h a 10h para ficar pronta! Para Denis, a produção desses acessórios não é um trabalho apenas relacionado à moda, mas também ao comportamento. É importante saber a ocasião em que vai ser usado e se a peça combina com o estilo e personalidade da pessoa. Por isso, a importância da consultoria: "você coloca um chapéu e se transforma". Afinal, o chapéu deve fazer parte de um contexto. "É mais importante conhecer sobre chapelaria que fazer chapéu. Porque isso puxa moda, roupa, sapato...você aprende tudo", afirma o artista.
Os arranjos e chapéus de Denis Linhares, que tem um ateliê em Copacabana, já ornaram a cabeça de gente famosa e, no último carnaval, se tornaram queridinhos da DIVA Madonna & cia!




No fim do encontro, foram sorteadas uma mini réplica da cartola do Chapeleiro Maluco feita por Denis especialmente para o De Bem com a Moda e uma pulseira inspirada
Sobre o De Bem com a Moda, foi isso! Aguardem em breve as histórias do Fashion Rio!
Mil beijos!!
(ps: Gente, todas as fotos são googleadas! Hahaha. É só clicar na imagem que direciona para o link de onde peguei emprestado! Se os donos não quiserem permitir esse abuso inocente de minha parte, é só avisar que tiro na hora a imagem! =])






5 manifestos comunistas de uma gente sem fronteiras:
blog adicionado!
beijo!
Primeira vez que visito o seu blog e adorei!!
Parabens o cantinho é muito bonitoo!!
Passa pra conhecer o meu tambem!!
Beijos
Me amarro nas roupas loucas da Katy Perry (eu sei que o post não é sobre ela, mas enfim). às vezes ela exagera, mas a maior parte das vezes é pura diversão!
Por Bercoelho leia-se Luísa Ulhoa, ecoína. ¬¬
Amei o blog!!
Virei sempre espiar!!
Bjs
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