Olá!
Bem, achei que esse seria um assunto muito interessante pra tratar no Metafísica. Em primeiro, pela importância de se discutir a Educação no Brasil. Em segundo lugar, porque é um tapa com luvas de pelica muito bem dado em políticos interessados apenas no lado espumantes-em -Paris do poder. Que, aliás, nem devia existir.
Comentem aí.
Beijo!
Bem, achei que esse seria um assunto muito interessante pra tratar no Metafísica. Em primeiro, pela importância de se discutir a Educação no Brasil. Em segundo lugar, porque é um tapa com luvas de pelica muito bem dado em políticos interessados apenas no lado espumantes-em -Paris do poder. Que, aliás, nem devia existir.
Comentem aí.
Beijo!
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480 , DE 2007*
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus
filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Senador *CRISTOVAM BUARQUE.*
- Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e
Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são
obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas
de educação básica.
- Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo,
1º de janeiro de 2014.
- Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas
Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.**
*JUSTIFICAÇÃO*
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em
escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola
pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o
ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do
povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções,
estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da
elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca
proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas
escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se
beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da
educação privada de seus filhos.
*Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais – vereadores,
prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus
suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da
República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas
respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola
privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no
exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
*
*O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os
seguintes objetivos:*
*a) ético:* comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao
povo;
*b) político:* certamente provocará um maior interesse das autoridades para
com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas
escolas.
*c) financeiro:* evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por
mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do
setor público, inclusive para a educação;
*d) estratégica:* os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete
anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da
República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria
hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma
República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com
privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou
escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125
anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente
para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite
dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas
educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do
povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era
reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação
deste projeto.
Sala das Sessões,
Senador Cristovam Buarque.
Comentários da Mariana Kapps:
http://www.cristovam.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2540&Itemid=1
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus
filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Senador *CRISTOVAM BUARQUE.*
- Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e
Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são
obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas
de educação básica.
- Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo,
1º de janeiro de 2014.
- Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas
Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
*JUSTIFICAÇÃO*
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em
escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola
pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o
ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do
povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções,
estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da
elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca
proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas
escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se
beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da
educação privada de seus filhos.
*Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais – vereadores,
prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus
suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da
República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas
respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola
privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no
exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
*
*O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os
seguintes objetivos:*
*a) ético:* comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao
povo;
*b) político:* certamente provocará um maior interesse das autoridades para
com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas
escolas.
*c) financeiro:* evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por
mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do
setor público, inclusive para a educação;
*d) estratégica:* os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete
anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da
República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria
hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma
República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com
privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou
escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125
anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente
para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite
dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas
educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do
povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era
reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação
deste projeto.
Sala das Sessões,
Senador Cristovam Buarque.
Comentários da Mariana Kapps:
Nós, como sociedade civil devemos monitorar o andamento deste projeto.
Imagina como será lindo… ver os dignissimos senhores e senhoras da
política brasileira pegando seus familiares, nas escolas públicas do estado
e município…
Imagina como será lindo… ver os dignissimos senhores e senhoras da
política brasileira pegando seus familiares, nas escolas públicas do estado
e município…
Será que essa *turminha do barulho* iria até a escola sendo escoltados por
seguranças e dirigindo carros blindados ou levariam seus afetos pela mão,
conversando com os outros pais de alunos e participando das reuniões
escolares?
conversando com os outros pais de alunos e participando das reuniões
escolares?
http://www.cristova






2 manifestos comunistas de uma gente sem fronteiras:
Adoro o Cristovam!
*.*
As idéias dele são geniais. Um pouco utopicas, mas...
Viu? O meme?
Adicionei umas fotinhas lá para ilustrar.
Agora é a sua vez viu?
Estou aguardando a atualização.
Saudades suas, enormes mesmo.
;*
Nossa, este seu post está fantástico. Qta discrepância no nosso país, uma vergonha. Eu q estou morando longe, fico cada vez mais chocada com a maluquice brasileira, eu conto aqui e ninguém acredita. Na Inglaterra tem escola de pública de boa qualidade p todos, é o dinheiro dos impostos indo p onde deve ir.
Apoio completamente essa nova lei!
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